28 de julho de 2009
De Lauande, Nostalgia e Esperança
Sua morte reacendeu as esperanças de quem acreditava termos atingido o fundo do poço em matéria de violência e degradação urbana.
Todos gostaríamos que seu sacrifício não tivesse sido em vão e sua morte fosse o marco da passagem para uma cidade melhor ou, pelo menos, com violência reduzida, contida.
O tempo passou e as esperanças não passaram disso mesmo.
A violência, a degradação, a barbárie aumentaram e continuam sitiando a cidade de Belém, que em um outro momento se autodenominou Metrópole da Amazônia.
Hoje, com a serenidade possível em meio a tantas desgraças, penso que nostalgia e esperança são sentimentos que mais prejudicam que favorecem a cidade e seus cidadãos.
A lembrança do passado imobiliza o presente e prejudica o futuro que gostaríamos de ter, para nós e nossos sucessores. Respeitar o legado não pode servir de pretexto para conformar-se com o presente e comprometer negativamente o futuro.
A verdade é que temos todos que esperar menos e agir mais, esperar menos e amar mais. Amar Belém e todos que nela vivemos.
Antes de Belém outras cidades - Nova Iorque e Cáli, por exemplo - experimentaram a falência e saíram dela melhor que antes.
Em Belém ainda vivemos tempos em que sempre é possível piorar. Quosque tandem?
Lauande, vivo fosse, teria uma imensa contribuição a dar. Mas a cidade, violenta, eliminou-o, prescindiu da inteligência dele. Ficou mais pobre e mais bárbara.
Mas Lauande vive, em nós todos que o amamos, amamos e queremos uma Belém melhor.
Viva Lauande!
= = =
Postado por José de Alencar
Também disponível no Blog do Alencar
6 de maio de 2009
Joaquim Barbosa
Naquele 22 de abril de 2009, nenhum nobre navegante português ousaria nos "descobrir". Descobertos fomos pelos olhos e pela voz do primeiro negro que, com altivez e coragem, no topo da nau capitânia do judiciário, admoestou o pretenso comandante.
Naquele 22 de abril de 2009, não caberia um 7 de setembro em que o filho do rei, futuro imperador do país, daria gritos de independência às margens de um riacho qualquer; ali, ouvimos o brado da liberdade e da insubmissão da voz abafada do povo, silenciada por séculos pelos donos do poder, através de sucessivos crimes de lesa-cidadania: "Respeite, ministro! Vossa Excelência não tem condições de dar lição de moral em ninguém!"
Naquele 22 de abril de 2009, nenhuma princesa "bondosa" assinaria uma vaga lei que nos concedia liberdade, mas nos cassava a condição de cidadãos, proibindo-nos o voto, a escola de qualidade e o trabalho digno; presenciamos, sim, a abolição proclamada em nossas almas, 121 anos depois, pela voz corajosa de um Luís Gama redivivo, encarnando todos os quilombos massacrados e abrindo os portões de todas as senzalas: "Vossa Excelência não está nas ruas; está na mídia destruindo a credibilidade de nossa justiça!"
Naquele 22 de abril de 2009, nenhum marechal, de pijama, ousaria proclamar república nenhuma; o pacto de poder que condenou a maioria de nossa gente a ser um povo de segunda classe viu-se desmascarado pela indignação patriótica de um João Cândido reeditado, que fez a chibata girar em movimento contrário, açoitando o lombo dos que se acostumaram a bater, por séculos a fio: "Respeite, ministro! Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso!"
Naquele dia, Ogum, Xangÿ e Oxóssi desceram os três num corpo só e reafirmaram a presença arquetípica da África dentro de nós. Todos os movimentos aparentemente derrotados dos nossos heróis anÿnimos puseram-se de pé, vitoriosos, mesmo que não tivessem vencido uma só batalha. A Revolta dos Búzios, a Revolução dos Malês, o Quilombo dos Palmares, todos, reencenaram seus teatros de operação e puderam, séculos depois, derrotar simbolicamente o inimigo..
Naquele dia, saíram às ruas todas as escolas de samba, de jongo, todos os blocos afros; bateram os candomblés e as giras de umbanda, a procissão da Boa Morte, o Bembé do Mercado de Santo Amaro; brilharam os pequenos olhos da criança negra recém-nascida ao descortinar a luz azul de um futuro melhor.
Naquele dia, materializando todos os nossos sonhos e desejos secularmente negados, Vossa Excelência deixou de ser apenas um ministro do Supremo Tribunal Federal para tornar-se o supremo ministro de todos os brasileiros.
(Transcrito da página de Opinião do jornal A Tarde, da Bahia, de 28.4.09)
("Posted" no blog do NOBLAT, em 28/04/09)
24 de abril de 2009
Lula é o cara!!



Marcelo Carneiro da Cunha* de São Paulo
É dura a vida de colunista e escritor. Não adianta eu falar,
insistir, berrar aqui nesse espaço ou onde mais me deixarem à solta.
Tem que vir o Obama pra dizer em alto e bom inglês que o Lula é o
cara, Lula is the man, e aí sim, a imprensa repete aos milhões, o
Fernando Henrique tem um choque anafilático de tanta inveja e todo
mundo cai na real.
Isso não significa que eu não tenha críticas ao Lula ou ao partido.
Minha relação com eles é mais ou menos a que eu mantenho com as
mulheres: gostaria que fossem muito diferentes, mas, olhem só as
alternativas! Vivemos em um mundo real, com defeitos reais,
consequências infelizes da nossa humanidade. Compreender esse mundo e
governar para ele, tentando ao mesmo tempo torná-lo melhor, com
direito a alguma quantidade de sonho, é o que diferencia um político
competente de um estadista. E Lula é um estadista, o maior que já
tivemos.
Eu acho que boa parte desse preconceito contra o Lula é preconceito
mesmo, do ruim. Olhem o que eu ouvi ontem mesmo de uma moradora de um
bairro nobre daqui. Ela explicou que não torce para o Corinthians,
porque, afinal "tenho todos os meus dentes e conheço o meu pai".
Uffff.
Lula, por exemplo, que mal conheceu o pai, na infância, e não sei
quanto aos dentes, mas sei quanto aos dedos, torce para o
Corinthians. E eleger o Lula foi um momento sublime para os
brasileiros porque ele representou a nossa aceitação de nós mesmos
por nós mesmos, condição essencial para uma nação ser algo maior do
que um mero país. Eleito, Lula nos libertou e o Brasil deu o salto
que todos vivem, mesmo que não queiram ver.
Na América Latina, e eu leio a imprensa dos nossos vizinhos, Lula é
idolatrado como um grande líder nacional, que ama seu povo e se
dedica a defender os seus interesses, ao mesmo tempo em que tenta
sinceramente ajudar e integrar os que nos rodeiam. Somos admirados
por que passamos a nos levar a sério e deixamos de puxar o saco do
primeiro mundo, como fazia o nosso pomposo FHC. Barramos espanhóis
(inocentes, claro) na fronteira exigindo tratamento decente aos
nossos viajantes que entram na Europa. Lula não tem medo de ninguém e
exige estar no G-20, mas junto com o G-8, ou onde quer que se decida
alguma coisa.
Lula ajudou Chávez a sobreviver e hoje o enche de elogios, enquanto
sabota seus piores planos e ajuda o Brasil a vender e ganhar muito
com a Venezuela. Garantiu o empate na quase guerra de araque entre
Colômbia e Equador, fazendo o Brasil atuar como o líder que tem que
ser. Lula abriu agências da Embrapa em países africanos, onde nossa
biotecnologia tropical vai ajudar a combater a fome e criar uma
agricultura moderna. Ele também decidiu que não vamos exportar
petróleo do pré-sal, coisa de país atrasado, e sim derivados com alto
valor agregado. Isso não é lá visão geopolítica e estratégica? Viajou
aos países árabes, nunca antes assunto para nossos governantes e
criou laços que hoje se transformam em comércio, bom para todos.
Aqui dentro, já que o Brasil também é assunto, manteve sim a política
econômica anterior, mas lhe deu a direção social que faltava. E se
alguém acha que isso foi coisa pouca, imaginem as pressões que Lula
sofreu, às quais teve que resistir, enquanto a Argentina, aqui ao
lado, experimentava heterodoxias com o Kirchner e crescia 10% ao ano.
Imaginem o que foi para um ex-torneiro mecânico peitar toda a suposta
elite econômica instalada nos principais veículos de comunicação, que
tentavam dizer a ele para onde apontar o nariz e que aprendesse a
obedecer ou o mundo iria cair, culpa dele. Quem resiste a tudo e
segue firme no caminho em que acredita é um líder. L-Í-D-E-R. Acerta
e erra, mas lidera.
O maior mérito do Brasil de hoje é nosso, do povo brasileiro. Fomos
nós que soubemos mudar, acabar com o PFL, optar pelo moderno e, por
isso, hoje nosso destino se divide entre dois partidos e projetos
viáveis, PSDB e PT. Se os dois são viáveis, o PT é mais generoso, e
por isso a minha escolha.
Provavelmente seguiremos crescendo e nos afirmando como nação moderna
e emergente, capaz de alimentar a si e ao mundo, o que para mim já
está uma beleza, obrigado. Mas, alguém aí ousa comparar o Lula a
gente um tanto insípida, inodora e incolor, como Aécio, Serra e mesmo
a Dilma? Vamos talvez seguir rumo à prosperidade, mas de um jeito tão
mais sem graça. Vocês conseguem imaginar algum desses nomes acima
fazendo a frase sobre "banqueiros brancos e de olhos azuis, que
achavam que sabiam tudo de economia" que hoje é repetida no mundo
inteiro?
Lula, para mim, representa o fim do enorme desperdício que nosso país
sempre praticou, ao ignorar a humanidade e inteligência do seu povo,
acusando-o de ser pouco escolarizado. Eu tenho o privilégio de, de
tempos em tempos, encontrar com leitores de grupos de EJA (Educação
de Jovens e Adultos), na prática turmas de pedreiros, domésticas,
carpinteiros, eletricistas; gente que deixou a escola quando criança
e voltou agora, para aprender, inclusive, a ler. E ser lido por essas
pessoas é uma enorme honra para um escritor que gosta de ser lido. E
eles leem como ninguém, minha gente. Com uma garra e encantamento de
arrepiar. E raramente têm a chance de trazer essa visão absoluta do
mundo, essa experiência toda a para vida do nosso país. Lula,
prezados leitores, fez e faz exatamente isso.
Eu conheço meu ilustre pai, para o bem ou para o mal, tenho
praticamente todos os dentes e certamente todos os dedos, o que me
coloca em uma camada, digamos, privilegiada, no Brasil. Mas, mesmo
que não seja exatamente a minha cara, Lula consegue ser a cara
brasileira da minha alma, de tantas outras almas de nosso país e, por
isso mesmo, ele é, tem sido e vai ser o cara. O Cara, a nossa cara.
Pelo que eu conheço do mundo, essa coluna vai atrair toda uma
desgraceira pra cima desse colunista. Pois, muito bem, que venha.
Esperar menos do que isso, estar menos preparado do que estou para
combater o que vier, seria um desrespeito desse cidadão agradecido
aqui, ao seu presidente, a quem tanto admiro e por quem tenho mais é
que brigar mesmo. Podem vir, serão todos bem recebidos, e vamos em
frente, nós e o Cara, fazer o debate e o país de que tanto
precisamos.
Dizer "Esse é o cara" afirma a negritude do Obama e sua admiração por
Lula. Vivemos melhor em um mundo assim, de aceitações,
reconhecimentos, sinceridades. Se eles, que são políticos, podem,
então a gente pode tudo, até mesmo torcer para o Corinthians,
imagino, nesse admirável mundo novo que o século 21 nos traz.
* Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o
argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros
importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos
"Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de
escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela
Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus
romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe
8 de outubro de 2008
Recado do Cônego
Meu amigo.
De onde estiveres és vencedor.
A relação com as coisas e pessoas
não são apenas presenciais, mas também memoriais.
A tua memória e bom conselho inspiraram a intrepidez
dos que saíram por ruas, vilas, praças, botecos, becos, edu
candários diversos, lares e templos dizendo que a companheira
Milene Lauande é uma de confiança e sensibilidade na defesa
do povo que tanto defendeste.
Continuamos altivos e firmes porque o que cultivado
com ardor e ternura não passa, permanece para sempre.
Obrigado.
21 de julho de 2008
Um Ano de Saudades do Tio DUDU
O Movimento Lauande Vive.Viva Lauande! No contexto do 1º ano sem Lauande.Estará realizando um Culto Ecumênico In Memoriam do nosso saudoso e querido Profº EDUARDO ANDRÉ RISUENHO LAUANDE, a ocorrer nas dependências da Catedral Anglicana de Santa Maria.Sintam-se convidados(as) todas as pessoas amantes da paz e da justiça; movimentos sociais; das vítimas da violência urbana; religiosos(as); sindicalistas; estudantes; donos e donas de casa; profissionais em geral; juventude,etc.Estaremos reunidos(as)para prestar nossa homenagem a esse intransigente defensor da Vida, da Justiça e da Paz com Cidadania.
Data: 28 de Julho de 2008
Hora: 19:00
Endereço: Av.Serzedêlo Corrêa 514, entre Gentil e Conselheiro
Contatos: Flávio(81731268).Rev.Cônego Fernando Ponçadilha(81618079).Edson Júnior (81336900).
MVLV
26 de junho de 2008
Combate à tortura
Extraído do Jornal Diário do Pará de hoje:
Tortura: covardia e crueldade
Cibele Kuss*
Dia 26 de junho é o Dia Internacional de Combate à Tortura e Apoio às Vítimas. Nesta data, no ano de 1987, entrou em vigor a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, ratificada pelo Brasil em 28 de setembro de 1989.
Em seu artigo 1º, ela define tortura como "qualquer ato pelo qual dores ou sofrimentos agudos, físicos ou mentais, são infligidos intencionalmente a uma pessoa a fim de obter dela ou de terceira pessoa, informações ou confissões; de castigá-la por ato que ela ou terceira pessoa tenha cometido, ou seja, suspeita de ter cometido; de intimidar ou coagir esta pessoa ou outras pessoas; ou por qualquer motivo baseado em discriminação de qualquer natureza; quando tais dores ou sofrimentos são infligidos por um funcionário público ou outra pessoa no exercício de funções públicas, ou por sua instigação, ou com o seu consentimento ou aquiescência".
A tortura é uma prática abominável que se estabelece historicamente nas civilizações como forma de se arrancar confissões que sustentassem as provas necessárias para punir exemplarmente aquelas pessoas que cometiam algum desvio da conduta social hegemônica, sendo, também empregada na sanção da pena. É um crime vil e covarde. Até mesmo na guerra permite-se matar, mas Não Torturar!
No Brasil o Código Criminal do império de 1830, no seu artigo 60, dizia que, quando se tratasse de acusado "escravo e que incorresse em pena que não fosse a de morte ou galés (trabalhos públicos com correntes nos pés), deveria receber a reprimenda de açoites e, após entregue ao seu proprietário, para que este inserisse um ferro em seu pescoço pelo tempo que o juiz determinasse".
Mesmo após a República (1889), a tortura continuou naturalizada nos aparatos de segurança e de justiça do Estado. Com a ditadura getulista do Estado Novo (1937-45) e a ditadura militar (1964-85), a tortura passou a ser vergonhosamente legitimada e exercida com o viés de controle e equilíbrio político, além do social.
Somente após mais de uma década de redemocratização que o Brasil insere no seu ordenamento jurídico a Lei Nº 9.455/97 denominada Lei de Tortura, em 07 de abril de 1997, resultado da pressão social, posto que, o povo brasileiro não suportava mais assistir inúmeras mortes violentas, resultantes de torturas, na maioria das vezes praticadas pelos agentes públicos, policiais civis e militares, que praticavam o delito e permaneciam impunes. Vale ressaltar que esta Lei define o torturador como qualquer pessoa, policial ou não.
Porém, mesmo combatida, a tortura parece perpetuar-se, principalmente aquela praticada por agentes públicos de segurança, sustentada, sobretudo, pela impunidade e falta de rigor monitoramento das ações. O Estado, que deveria resguardar direito do cidadão, aparece como o principal responsável pela prática de tortura e outros abusos, ou seja, o principal violador de direitos humanos.
A Ouvidoria do Sistema de Segurança Pública do Pará é um órgão independente, da sociedade civil, com autonomia política, responsável por colher denúncias da população sobre atuações ilegais de servidores da Polícia Militar, Polícia Civil, Susipe, Corpo de Bombeiros Militar, CPC Renato Chaves e Detran. Neste ano, a Ouvidoria já encaminhou 20 ofícios às Corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil denunciando práticas de tortura em diversas modalidades. Contudo, ainda não obteve nenhuma resposta sobre a apuração dos fatos para 90% dos ofícios enviados.
Tortura é crime de oportunidade, ocorrendo dentro das delegacias, de viaturas, de quartéis, de casas penais onde os "olhos da sociedade" não entram com freqüência. O que os olhos não vêem o coração não sente! Martha Medeiros, com muita propriedade diz: "Meus olhos arregalados não piscam para qualquer um e nem fecham para qualquer medo".
A sociedade civil, junto com a Ouvidoria e demais entidades, têm o dever de controlar e conhecer as atividades de suas polícias e exigir uma Polícia Cidadã, banindo os discursos abomináveis como "bandido bom é bandido morto", "todos pagam por um". Se um soldado ou um policial civil assiste seus comandantes ou delegados torturar e violar os direitos humanos de cidadãos, imaginem qual será a sua prática? A gente só dá o que tem!
A tortura não pode mais passar impune, ser tolerada ou usada como método investigativo. A sociedade tem que denunciar e as autoridades constituídas num Estado democrático de direito têm que coibir e punir, zelando pela garantia dos direitos humanos. Precisamos superar esta longa página triste da nossa história.
Precisamos vencer o medo da violência e combater a tortura. Se você sente medo de denunciar porque está sendo ameaçado/a, garantimos total sigilo de sua denúncia! Em casos de crime de tortura ou outros abusos praticados por policiais ou outros agentes da segurança pública do Estado, procure a Ouvidoria na R. Presidente Pernambuco, s/nº, ao lado da Igreja da Trindade, nos fones 3212-2517/2516 e no Disk Denúncia 0800 280-7170. Tortura Nunca Mais!
*Pastora da Paróquia de Confissão Luterana de Belém - Pará
Ouvidora do Sistema de Segurança Pública
Sindicato dos Sociólogos faz aniversário
Professora Dilma Vinagre, Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Pará, pede que divulgue o evento abaixo:
O Sindicato dos Sociólogos tem a honra de convidar a todos os colegas de profissão para tomar um delicioso café da manhã para comemorar os 19 anos de existência de nossa entidade (24/06/89) no dia 28/06/08 (sábado) no Bosque Rodrigues Alves às 9: h, com entrada pela Perebebuí.
Edson Junior
Adiado o julgamento do acusado do caso Nirvana
Ausência de advogado de defesa provoca adiamento do julgamento de acusado no Caso Nirvana
Novo júri está marcada para 19 de agosto, quando deverá estar disponível defensor público solicitado pelo juiz para suprir eventual nova falta do defensor particular.
Se beber não dirija!
Amigos, a matéria a seguir é de autoria do amigo Paulo Santos, sobre a polêmica que vem causando a nova lei sancionada pelo presidente Lula, com relação a bebida/volante.O Liberal Edição de 26 de junho de 2008
Caderno Atualidades
Cartasnamesa
Se beber não dirija!
A nova lei sancionada pelo presidente da Republica Luiz Inácio Lula da Silva, onde determina que o motorista que for pego dirigindo com qualquer quantidade de álcool no sangue terá sua carteira de habilitação suspensa por um ano, pagará uma multa pesada e ainda terá seu carro apreendido, além de responder criminalmente, ou seja, ir para cadeia está causando muita polêmica.
Nosso país é recordista em leis. O brasileiro agora não poderá mais beber um drinque, um copo de vinho ou qualquer outro tipo de bebida alcoólica, isso é um absurdo, é um desrespeito ao cidadão brasileiro, é cercear o direito de liberdade de um povo. O Brasil é conhecido como um dos países mais corruptos do mundo, essa nova lei certamente vai aumentar ainda mais essa fama, pois qualquer motorista que tenha ingerido apenas um copo de cerveja e for flagrado com teor alcoólico no sangue terá seu carro e sua habilitação apreendida, e o mesmo fará de tudo para tentar se livrar da punição, ou seja, tentar se livrar através da corrupção, usando o famoso jeitinho brasileiro.
O motorista brasileiro agora não pode mais ir a uma praia, um aniversário ou qualquer festinha e beber sua cervejinha, sob pena de ter uma surpresa desagradável. A justiça brasileira deveria punir com prisão os motoristas irresponsáveis que sob efeitos de qualquer tipo de droga ou álcool, cometam acidentes de transito seguido de mortes, isso sim, é que deveria ser feito, e não coloca-los em liberdades como temos visto neste país.
Nem bem a nova lei entrou em vigor, já ta causando desentendimento entre os condutores e policiais. Segundo um especialista, o motorista que estiver ingerindo “xarope” ou outro qualquer tipo de remédio feito à base de álcool, e pela infelicidade for pego em uma batida policial, e ainda ter que se submeter ao bafômetro, certamente o infeliz será enquadrado na forma da nova lei, ou seja, será preso, perderá sua habilitação, ficará sem seu veículo além de responder à justiça, pelos atos cometidos, pois qualquer dosagem alcoólica contida no sangue será fatal.
Eu só queria saber se os deputados, senadores, juizes, ministros e até o presidente Lula ou qualquer outra autoridade de nosso país, não vão mais a uma festinha, a uma praia, ou qualquer outro tipo de reunião festiva onde haja bebidas? E as praias? Será se o brasileiro vai cumprir e respeitar essa lei absurda e autoritária? Claro, certamente eles (os criadores dessa nova lei) têm seus motoristas particulares e podem beber a vontade.
Paulo Santos
E-mail: paulosantos.pa@hotmail.com
19 de junho de 2008
Réu confesso vai a julgamento

"Sobre um chão de sangue e violência ceifaram-lhe a vida. Nossos corações saudosos pulsam por justiça."
Nirvana Evangelista da Cruz, 28 anos, teve a vida interrompida brutalmente, pelo ex namorado Mario Tasso Serra Júnior no dia 05/07/2007 em Belém do Pará. Nirvana já havia denunciado à polícia que era vítima de agressões, mas a Justiça arquivou o processo. Na época, a juíza Inácia Salgado Frias considerou a denúncia insignificante para movimentar a máquina do judiciário.
Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulte em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameças de tais atos, coerção e privação da liberdade seja na vida pública ou privada é considerada violência contra a mulher segundo a ONU. (extraido da comunidade Nirvana Frágil Rosa)
Bem articulado, o Movimento Nirvana Frágil Rosa, estará reunido, junto com outros movimentos, no próximo dia 26/06 no Tribunal de Justiça do Estado para exigir a punição do réu confesso do Assassinato da bela Nirvana Evangelista da Cruz de 28 anos, durante o julgamento do mesmo.
Convidamos a tod@s para darem esta força à família e aos amigos que se mostraram incansáveis na luta por justiça. A dedicação deles é combustível para todas as outras famílias do movimento Paz em Belém.
Postado por Edson Jr.
17 de junho de 2008
Escola discrimina homossexuais

Primeiramente é importante que façamos uma distinção sobre o conceito de discriminação e preconceito. Em consulta no Aurélio, vemos que discriminação é o ato ou o efeito de discriminar pela segregação. Enquanto o preconceito é a opinião ou o conceito formado antecipadamente, sem conhecimento real e adequado dos fatos.
Na maioria das denúncias recebidas pelo Movimento GLBTT do Pará, o preconceito e a discriminação são evidenciados em práticas que chegam à violência física, psicológica, seja no horário ou fora do horário de aula, fora ou dentro do estabelecimento.
Geralmente quem sofre algum tipo de preconceito e discriminação pergunta o que fazer? Sempre se deve procurar ajuda na Diretoria de sua escola, Direção de URE, USE, órgãos de defesa dos direitos humanos, Organizações não governamentais-ONGs, etc. Discriminação e preconceito devem sempre ser denunciados, que fique bem claro.
Mas a denúncia não é bem aceita em alguns casos, e nem sempre é fácil denunciar pois, alguns Diretores de escola e professores são preconceituosos e até mesmo são defensores da exclusão por que passam GLBTs na escolas públicas e particulares em nosso País. Mas isso não deve ser fato de inibição para que se denuncie. Temos que denunciar.
Devemos lembrar que o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, ratificados pelo Brasil na década de 90, no inciso I, do artigo. 13, reza: “a educação deve orientar-se para o pleno desenvolvimento da personalidade humana e do sentido de sua dignidade e deve fortalecer o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais”.
Em nossa Constituição Federal afirma-se a dignidade da pessoa em Princípio Fundamental e reza que constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil, o de promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e qualquer outra forma de discriminação.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, caput do Art. 53, estabelece: “A criança e o adolescente tem direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”. Ainda os incisos I e II: a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e o direito de ser respeitado por seus educadores.
As denúncias comprometem em muito com os próprios fins da escola, que deveria ser o lugar de sociabilidade positiva, de aprendizagem de valores éticos e de formação de espíritos críticos, pautados no diálogo, no reconhecimento da diversidade e na herança de nossa civilização nos conhecimentos que acumulamos.
O trabalho para o reconhecimento da cidadania GLBTT e promoção de uma cultura de paz passa sem dúvida alguma pela educação, em diversas áreas sociais, mas por excelência pela escola e a partir da escola.
Os educadores devem ser os protagonistas para a superação de uma cultura heteronormativa, autoritária e desigual, e buscarmos junto ao Governo Popular e Democrático a parceria para uma educação mais inclusiva, de uma escola que acolha, abrace, proteja e respeite as diferenças.
E todos somos cientes de que o Governo do Pará é fiel defensor de que o direito às diferenças e às identidades é um dos mais importantes imperativos da luta pela dignidade humana.
Cléo Ferreira – Socióloga, Transexual
Postado por Edson Junior
16 de junho de 2008
Deputado só quer agradar as ORM

Publico o artigo do amigo Paulo Santos, técnico da Secretaria de Planejamento (SEPOF), acerca da polêmica sobre a mudança de nome do Aeroporto de Val de Cans, publicado no Jornal Diário do Pará no sábado 14/06/2008 caderno Cidades.
Causou-me espanto ler a matéria intitulada “Aeroporto Júlio César – Vic quer atropelar a história”, publicada neste jornal, no caderno Cidades, na edição de ontem, a respeito da mudança de nome do Aeroporto Internacional de Belém.
Nossos políticos, eleitos para representar o Pará no Congresso Nacional, deveriam procurar mais o que fazer em prol do nosso Estado, da nossa região.
A atitude do deputado é uma prova de querer agradar a família Maiorana. Ora, por que o ilustre deputado tem interesse em colocar o nome de seu ex-patrão em nosso belo Aeroporto Internacional? Certamente o senhor Vic terá uma placa em sua homenagem nas dependências das Organizações Rômulo Maiorana. Isso é um absurdo!
O paraense Julio César Ribeiro de Souza, que nasceu no município do Acará, era um autêntico filho da nossa terra, além de ser conhecedor na área de aviação. Foi a partir de 1874, com seus 31 anos de idade, que se dedicou a estudar a dinâmica do vôo e foi inovador na área de aerodinâmica de apoio no ar. Publicou sua teoria que estabeleceu um sistema aerodinâmico para dirigíveis, de forma que pudessem resistir ao vento. A descoberta estabeleceu para sempre a forma dos dirigíveis e, mais tarde, dos aviões.
Por isso a homenagem ao nosso ilustre conterrâneo é justa, cujo projeto da então senadora Ana Júlia Carepa propondo a mudança seria a atitude mais correta em homenagear um filho da terra. Segunda ainda a matéria jornalística, o deputado federal Vic Pires Franco (DEAM-PA), atuou nos bastidores e fez com que o projeto de lei da então senadora fosse retirado da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A governadora Ana Júlia deveria conversar com a bancada paraense na Câmara Federal para que esse projeto não fosse alterado, e que permaneça o projeto anterior de sua autoria.
Paulo Santos
Canudos
Belém/PA
Postado por Edson Junior
CHEGOU O MOMENTO!
Finalmente dia 26/06/2008,às 08h30min.O assassino da Jovem NIRVANA EVANGELISTA DA CRUZ, sentará no banco dos réus, para prestar contas de seus atos diante da sociedade.
Movimento Nirvana Frágil Rosa.
Contatos: Augusto Cruz - 8841-4000 E-mail: j.augustopaiva@hotmail.com
Vilma Cruz - 8866-3410 E-mail:w.v.cnirvana@hotmail.com
Celina Cruz - 8156-8778.
TRIBUTO A LAUANDE
Culto ecumênico: UM ANO SEM EDUARDO.
Local: Igreja Anglicana - Av. Serzedêlo Correa 514, entre Gentil e Conselheiro.
Dia: 28/07/2008.
Músical: Paulinho Mururé voz e violão.
Rev.Cônego Fernando Rei Ponçadilha.
12 de junho de 2008
Variedade de notícias
Dia 16/06/2008
Hora: 8:00h às 18:00h
Local: Teatro Waldemar Henrique.
Reunião do GT-Mobilização/FSM
Dia:18/06/2008
Hora: 15:00h
Local: Unipop
Reunião do GT- Metodologia/FSM
Dia:19/06/2008
Hora:SDDH
Mesa redonda
Temática: Ética= Princípios e Contextualidade.
Dia: 16/06/2008
Horário: 19:00h às 21:00h
Local: FACER - Faculdade do Conselho Amazônico De Igrejas Cristãs (CAIC)
Funciona provisoriamente nas dependências da UNIPOP - Av.Senador Lemos
entre Dom Pedro e Dom Romualdo Coelho. 32411929/32418716.
Postado por Fernando Ponçadilha
Campanha "Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro"

'Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro'
Dia 14 de junho/2008
Casa da Linguagem – Belém/PA
Não precisa convidar,
Já deu na Folha do Norte e na Província do Pará...”
(Cantiga de abertura das festas da Irmandade de S. Benedito/S. Novo)
Às
Organizações e indivíduos integrantes e simpatizantes da Campanha
Prezado(a)s;
Junho chegou, com seus terreiros coloridos, seus santos festeiros e sua alegria de arraial. É no clima deste mês-cortejo-cordão que convidamos vocês para participarem de mais um Encontro Geral de Articulação da Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”, a ocorrer no dia 14 de junho de 2008 (sábado), das 08 às 13 h, no auditório da Casa da Linguagem, localizada na Avenida Nazaré esquina com a Tv. Assis de Vasconcelos, em Belém/PA.
A Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro” é uma iniciativa que busca sensibilizar, mobilizar e articular a sociedade em torno da valorização e do reconhecimento do Carimbó como patrimônio imaterial da cultura brasileira, considerando que esse gênero musical tradicional é um elemento fundamental da identidade cultural do povo paraense, amazônida e brasileiro. Organizada por entidades e grupos culturais de vários municípios, esta Campanha é um desdobramento do processo nascido das discussões realizadas no Festival de Carimbó de Santarém Novo desde 2005, tendo o apoio do IPHAN, SECULT, Fundação Curro Velho, FUNTELPA e outras instituições.
Pedimos que cada participante (aqueles que puderem) traga algum tipo de alimento para ser partilhado no lanche. Também solicitamos que, em função do espaço estar cedido para nós somente até as 13 h, todos/as possamos chegar no horário combinado. Também pedimos aos grupos e entidades que tragam preenchido o cadastro da campanha que entregamos anteriormente.
Abaixo enviamos o relato do último encontro geral da Campanha, ocorrido em maio.
Informações e confirmação de participação podem ser feitas pelos telefones (91) 9995-4422 (Isaac), (91) 8112-8205 (Railson) e (91) 8167-8783 (Flávio), ou através do correio eletrônico http://br.mc313.mail.yahoo.com/mc/compose?to=carimbopatrimonioculturalBR@gmail.com
Aguardamos vocês em nosso terreiro. Que venham guarnecidos por Santo Antônio, São João, São Pedro, São Marçal e São Benedito.
a) Coordenação
Caco Barcellos discute violência

Cinema no "Eduardo Lauande"

Programação do Mês de Junho do Cine EGPA
Dia 05/06 (Quinta-Feira), as 18:30 h – "Zelig" de Woody Allen
sinopse
Leonard Zelig (Allen) é um artista camaleão, cuja insegurança totalmente neurótica obriga a imitar - fisica e mentalmente - qualquer pessoa que esteja em sua companhia. Fazendo tratamento com a Dra. Eudora Fletcher (Mia Farrow), Zelig cura-se lentamente, e durante o processo evolui de aberração a celebridade Nacional - e até mesmo noivo de Eudora! Mas quando as manchas do passado da personalidade múltipla de Zelig começam a aparecer (furto, bigamia e uma apendicectomia não autorizada), o camaleão humano tem que fugir novamente, e Eudora precisa revirar o mundo para encontrar - e salvar - o único homem que é todos os homens que ela já desejou!
Direção: Woody Allen
Atores: Woody Allen, Mia Farrow, G.Mac Brown,Stephanie Farrow, Will Holt
Ano da Produção: 1983
Tempo de Duração: 79 min
Dia 12/06 (Quinta-Feira), as 18:30 h – "Roma" de Fellini
sinopse
Um passeio pela capital italiana ao encontro de sua arquitetura, de suas personalidades, de seus moradores e seus hábitos, de seus mistérios subterrâneos, de sua vida noturna trepidante. Tudo sob o olhar cínico e peculiar do famoso diretor, que mistura passagens autobiográficas com cenas do cotidiano de Roma. Mais uma importante obra do mestre italiano, para história do cinema. Imperdível, mesmo se você conheceu ou não a cidade eterna.
Direção: Federico Fellini
Atores: Britta Barnes, Federico Fellini, Pia de Doses, Angela de Leo, Mario del Vago, Fiona Florence, Renato Giovanneli, Pedro Gonzales, John Francis Lane, Anna Magnani
Ano da Produção: 1972
Tempo de Duração: 128 min
Dia 18/06 (Quarta-Feira), as 17:00 h – Mesa-Redonda: "Educação do Olhar: Diálogos entre Crítica e Público"
Convidados: Membros da Associação dos Críticos Cinematográficos do Pará (ACCPA) e da Associação Paraense dos Jovens Críticos de Cinema (APJCC)
Dia 18/06, as 18:30 (sessão extra) – "O Homem do Sputnik" de Carlos Manga
sinopse
Vida do casal de caipiras, Anastácio e Deocliciana, vira "de pernas para o ar" depois que um satélite artificial, muito parecido com o Sputnik, cai no galinheiro de sua casa.
Direção: Carlos Manga
Atores: Oscarito, Zezé Macedo, Cyll Farney, Neide Aparecida, Jô Soares, Norma Bengel, César Viola, Heloísa Helena, Alberto Peres, Grijó Sobrinho, Hamilton Ferreira, Labanca, Fregolente Abel Pera
Ano de Produção: 1959
Tempo de Duração: 92 min
Dia 19/06 (Quinta-Feira), as 17:00 h – Mesa-Redonda: "Cinema Brasileiro: Passado, Presente e Futuro"
Convidados: Membros da Associação dos Críticos Cinematográficos do Pará (ACCPA) e da Associação Paraense dos Jovens Críticos de Cinema (APJCC)
Dia 19/06 (Quinta-Feira), as 18:30 h – "Saneamento Básico" de Jorge Furtado
sinopse
A comunidade da Linha Cristal, uma pequena vila de descendentes de colonos italianos na serra gaúcha, reúne-se para pleitear a construção de uma fossa para o tratamento de esgoto há muito tempo prometido. Sem recursos para oferecer, a subprefeitura lança aos colonos o desafio de produzir um vídeo de ficção (ou será de monstros?) para aproveitar uma verba do governo federal destinada a projetos culturais que seria devolvida por falta de uso. O que eles não esperavam é que a produção do vídeo ganhasse formas cada vez mais complexas e interessantes. Em Saneamento Básico, Jorge Furtado (O Homem que Copiava, Lisbela e o Prisioneiro, Os Normais) imita a vida e coloca um filme dentro de outro filme, ou melhor, uma comédia dentro de outra comédia
Direção: Jorge Frutado
Atores: Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lázaro Ramos, Janaína Kremer, Tonico Pereira, Paulo José, Sérgio Lulkin, Marcelo Aquino, Zéu Brito
Ano de Produção: 2007
Tempo de Duração: 112 min
Dia 26/06 (Quinta-Feira), as 17:00 h – Mesa-Redonda: "O que é um Clássico?"
Convidados: Membros da Associação dos Críticos Cinematográficos do Pará (ACCPA) e da Associação Paraense dos Jovens Críticos de Cinema (APJCC)
Dia 26/06 (Quinta-Feira), as 18:30 h – "A felicidade Não se Compra" de Frank Capra
Sinopse
A Felicidade não se Compra é um filme agradável ao máximo, estrelado pelo inesquecível James Stewart, como George Bailey, o homem que recebe o maior de todos os presentes de Natal. Com um fantástico elenco, incluindo Donna Reed e Lionel Barrymore, este conto natalino de altíssimo astral é dirigido pelo imortal Frank Capra e é considerado o favorito de todos os tempos por fãs e críticos.
Direção: Frank Capra
Atores: James Stewart, Donna Reed, Lionel Barrymore, Thomas Mitchell, Henry Travers, Beulah Bondi, Carol Coomes, Ward Bond, Gloria Grahame, William Edmunds
Ano de Produção: 1946
Tempo de Duração: 132 min
4 de junho de 2008
O diploma legal
Émile Durkheim (1858-1917)IV - serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio.§ 1o ......................................................................................................................................................................................................III - (revogado)................................................................................................" (NR)
Art. 2o Fica revogado o inciso III do § 1o do art. 36 da Leino 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Brasília, 2 de junho de 2008; 187o da Independência e 120oda República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Fernando Haddad
3 de junho de 2008
Filosofia e Sociologia são obrigatórias por lei
Presidente da República em exercício, José Alencar, sancionou lei nesta segunda-feira (2). Obrigatoriedade entra em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União.
Do G1, em São Paulo:
» Aulas de sociologia e filosofia serão obrigatórias por lei
O presidente da República em exercício, José Alencar, sancionou nesta segunda-feira (2) a lei que torna obrigatório o ensino das disciplinas de sociologia e filosofia nas escolas de ensino médio. A lei havia sido aprovada pelo Senado no dia 8 de maio. Para tornar obrigatório o ensino de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio, o Congresso Nacional alterou o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. A obrigatoriedade, segundo a lei, entra em vigor a partir da sua publicação no Diário Oficial da União.
O Ministro da Educação (MEC), Fernando Haddad, participou da cerimônia.
Resolução estipulava oferta das disciplinas
A inclusão de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio não é novidade para os sistemas estaduais. Em 21 de agosto de 2006, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou uma resolução orientando as redes estaduais de educação, que são responsáveis pelo ensino médio, sobre a oferta das duas disciplinas.
A Resolução ofereceu aos sistemas duas alternativas de inclusão: nas escolas que adotam organização curricular flexível, não estruturada por disciplinas, os conteúdos devem ser tratados de forma interdisciplinar e contextualizada; já para as escolas que adotam currículo estruturado por disciplina, devem ser incluídas sociologia e filosofia. A resolução deu aos sistemas de ensino um ano de prazo para as providências necessárias.
As disciplinas de sociologia e filosofia já fizeram parte do currículo e foram excluídas por decisão do regime militar que governou o país (1964-1985). À época, elas foram substituídas pela disciplina de educação moral e cívica.
Postado por Edson Junior
19 de maio de 2008
Famílias do Movimento Paz em Belém
Familiares de Eduardo Lauande, Bruno Abner, Nirvana, Gustavo Russo e de José Raimundo, Adriano Nogueira e Ruan Valente Sacramento (Movimento Meninos da Ceasa)"Lauande Vive" na Praça
Postado por Edson Junior
18 de maio de 2008
OAB realiza ato
Postado por Edson Junior
16 de maio de 2008
Senado aprova ensino de Filosofia e Sociologia

Abaixo reproduzo e-mail enviado pelo meu amigo Professor de sociologia Frank Amorim, um marxista convicto, atuando hoje na rede de ensino do município de Parauapebas, que tive a honra de reencontrá-lo há poucos dias na visita de estudo que fiz àquele município. Ele traz uma boa notícia pra sociedade brasileira.
O Sociólogo Lauande diria: égua, uma notícia alvissareira!
Data de Publicação: 09-05-2008 Notícias do SinsespBoletim nº 23 – 9 de maio de 2008
Vitória da Filosofia e da Sociologia no Senado Federal
Lejeune Mato Grosso Xavier de Carvalho
Emmanuel José Appel
Nesta quinta-feira, 8 de maio de 2008, um dia histórico para sociólogos e filósofos, o plenário do Senado aprovou, um pouco antes das quinze horas (sua sessão, que habitualmente se inicia um pouco mais tarde, teve sua abertura por volta das onze horas da manhã) aprovou a obrigatoriedade das disciplinas de Sociologia e Filosofia no currículo do Ensino Médio de todas as escolas públicas e privadas do país.Eram exatamente 14h35 quando a brava senadora Ideli Salvatti assim se manifestou: "gostaria de solicitar uma inversão de pauta para o PLC 04/08 que inclui a Sociologia e a Filosofia como disciplinas obrigatórias no currículo do Ensino Médio".
A votação só foi possível no plenário do Senado porque na última terça-feira, às 12h, na reunião ordinária da Comissão de Educação do Senado, o PLC 04/018 havia sido aprovado por unanimidade e um requerimento de urgência para votar no plenário havia também sido aprovado, de autoria do combativo senador Valter Pereira, do PMDB/MS, que deu parecer pela aprovação do projeto de autoria do deputado socialista Dr. Ribamar Alves, do PSB/MA.Só haveria concordância com a inversão se ninguém discutisse a matéria (a presidência da mesa não queria atrasar a votação de outros projetos) e foi exatamente isto que aconteceu: por unanimidade a Filosofia e a Sociologia estão de volta e vão agora à sanção presidencial."Hoje fizemos um grande benefício à juventude brasileira", afirmou a senadora Ideli Salvatti. Na discussão da proposta, a senadora Ideli Salvatti (PT/SC) saudou o retorno das duas disciplinas ao Ensino Médio, 37 anos depois de serem excluídas do currículo por decisão do regime militar em 1971, com a Lei 5.692, tendo sido, então, substituídas pela disciplina Educação Moral e Cívica.
A senadora frisou ainda que a proposta tramitava há onze anos no Congresso Nacional.Queremos de público agradecer a algumas pessoas, assessores, que nestes últimos três dias, desde a terça dia 6 de maio, que mantivemos uma equipe de plantão permanente em Brasília, integrada, além de nós do Sinsesp e do Fórum Sul, pela colega socióloga Graziela Lara (DF) e Antônio Bráz (MG). São os seguintes os colegas, amig@s e companheir@s que nos ajudaram: Zuleide Teixeira (da liderança do PT no Senado), Chica Picanço (do gabinete do deputado Ângelo Vanhoni (PT/PR), João da Silveira (do gabinete do Senador Valter Pereira, PMDB/MS), Júlio Linhares (secretário-executivo da Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado), Ronald Pinto (do gabinete da Senadora Fátima Cleide (PT/RO), José Veríssimo Teixeira da Mata (consultor legislativo da Câmara dos Deputados), Carlos Décimo (gabinete do senador Inácio Arruda PCdoB/CE), Márcio Nuno Rabat (consultor legislativo da Câmara dos Deputados) e Aires das Neves Junior (chefe de gabinete do senador Flávio Arns (PT/PR).
Nos próximos dias, circularemos informações mais detalhadas sobre a aprovação histórica nesta data, bem como daremos ampla divulgação do dia e hora da sansão presidencial da Lei que irá alterar de forma definitiva a obrigatoriedade do ensino de Sociologia e Filosofia em todas as escolas de Ensino Médio do país, públicas e privadas.Estamos propondo ao presidente Lula que façamos um grande ato, um evento nacional no Palácio do Planalto, com as presenças de ministros de estados, entidades nacionais como a CNTE, CONTEE, UNE, UBES, SBS, ANPOF, Sinsesp, Apeoesp e Fórum Sul e demais entidades da sociedade civil que nos apoiaram nessa histórica luta pelo menos nos últimos 11 anos.
Vamos lembrar e homenagear todos os que nos ajudaram e apoiaram. Aguardem maiores informações. Um forte abraço a tod@s-- CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educaçãohttp://mc313.mail.yahoo.com/mc/compose?to=cnte@cnte.org.brhttp://www.cnte.org.br/55 61 3225-1003 - Fax 55 61 3225-2685
Postado por Edson Junior
Escarcéu por Lauande
Estamos no contexto de um ano do brusco desaparecimento do reluzente Lauande.
Já compartilho aqui minha enxergância desse momento.
É bom semear um período fecundo de lauandices até o próximo dia 26/07.
Sugiro uma mesa redonda sobre o combate a toda forma de violência;
Um show-culto em Praça pública pra configurar não só nosso protesto contra todo estímulo à violência, mas para mostrar que a paz se constroi também com bom humor, arte e mistério;
Estímulo à condecoração de toda inicitiva em defesa da vida e pela cultura de paz com a medalha do mérito lauande.
Um concurso para eleger o melhor poema ou poesia ou...... para ser premiada e lida no show-culto.
Escolher uma comissão para visitar o MP e TJE e exigir agilidade para elucidação e devidas providências sobre os diversos casos pendentes de resolutividade.
Na Graça do Homão da Galiléia.
Rev.Cônego Fernando Ponçadilha.
Igreja Anglicana.
15 de maio de 2008
Homenagem do Professor Luis Cavalcante

Postado por Edson Junior
9 de maio de 2008
Homenagem da EGPA
Viva Lauande!!
Postado por Edson Junior
2 de janeiro de 2008
Nobre Amigo
Da boca fendada de um sábio velho
È que me chegou aos ouvidos
Descendo como água quente
A história deste nobre amigo
Que não me abandona a mente
Que chorava a desigualdade como criança
Mais lutava contra seus soldados
E nela encontrava guarnição
Para não perder a esperança
Quando ao fim do dia guardava seus sapatos
Que gargalhava quando a crise instalava
E arrebatava todas as emoções
Levantando seus guerreiros um a um
Para defenderem seus brasões
Ele que como ninguém sabia
Das idiossincrasias desta estrada
E ensinava na tristeza e na alegria
O segredo desta caminhada
Repentinamente nos deixou...
Hoje anseio...Grito...
Haverei de ter ver um dia.
(Diego Sarmento)
Aqui vão algumas palavras reunidas, que eu não ouso chamar de outra coisa além disso(Palavras) em homenagem ao meu impoluto "pai".
Abraços Camaradas!!
Postado por Diego Sarmento
10 de dezembro de 2007
Livro
Por razões técnicas com a gráfica, o lançamento do livro de contos do Lauande foi remarcado para o dia 26/12/2007 (quarta-feira) às 17h no Auditório do Museu Emilio Goeldi da Magalhães Barata.
Pedimos desculpas por mais este adiamento.
Contamos com a presença de todos e todas.
Coordenação do Movimento Lauande Vive
Reverendo vira cônego
21 de novembro de 2007
A perereca no julgamento
Postado por Flávio Lauande
Blog do mano
Postado por Flávio Lauande
MANIFESTO CONTRA VIOLÊNCIA
O povo de Belém vive cada vez mais sobressaltado e atemorizado pela crescente onda de violência que assola nossa Capital. Avolumam-se as estatísticas dos casos, seja de assaltos seguidos de morte, como os que vitimaram o geólogo do Museu Goeldi, Rafael Nascimento Filho, dos professores da UFPA, Eduardo Lauande e Amaury Pacheco, seja do assassinato prematuro e covarde da jovem Nirvana, do microempresário Gustavo Russo por policiais irresponsáveis ou das meninas estupradas e mortas na Pratinha e dos tantos e quantos que tombam diariamente sem dó e sem piedade.
Os facínoras e meliantes agem contando com a impunidade ou, quando presos, com a possibilidade de fuga ou drástica redução da pena. O sistema judicial é lento em punir os delinqüentes, mas extremamente rápido na concessão de benefícios, em particular para os poderosos. Há corrupção em todos os níveis e setores. A população sente-se desprotegida, não sabe a quem recorrer e não confia nas autoridades.
Não suportamos mais a violência! Quantos Lauande, Rafael, Nirvana, Russo, Amaury, Bianca e outros ainda deverão ser sacrificados?!O momento é de reagir por tantos pais, filhos, filhas, mães e amigos que tiveram seu bem mais precioso, a vida, ceifada pela brutalidade, assim como os policiais civis e militares que tombaram no combate ao crime.
Nesse contexto, o Movimento “Paz em Belém” (nascido no Museu Goeldi), unido aos movimentos “Nirvana, Frágil Rosa”, Movimento Viva Lauande, Movimento Gustavo Russo, Movimento das crianças da Pratinha, do caso Milene, do Profº Amaury, dos Jovens mortos nas matas da Ceasa defendem que é imperioso resgatar a noção fundamental de que todo e qualquer ser humano tem direito a viver de maneira digna e em segurança.
É fundamental o resgate da consciência da dignidade da vida. Não podemos esperar a solução do problema da violência pelo mero combate direto à criminalidade. É preciso atingir suas causas mais profundas, e essas residem na própria organização social. Entendemos que a solução para a violência também passa pela qualificação e melhor remuneração das forças policiais (civis e militares), bem como pela exoneração de maus funcionários que usam o aparelho policial e o sistema judiciário muitas vezes a serviço da criminalidade e da impunidade.
Queremos mais agilidade do judiciário e que a justiça seja distribuída com isonomia para todos os casos e que culpados sejam julgados e exemplarmente punidos. Os movimentos clamam por ampla reflexão e posicionamento do Estado e dos nossos governantes com relação à crescente violência contra a dignidade e a vida humanas.
II Carreata pela Paz, 25 de novembro de 2007.
Movimento Paz Em Belém; Museu Emílio Goeldi; Mocdepi; Acbel; Ascompa; Caic; Igreja Anglicana; Igreja Presbiteriana Unida; Movimento Nirvana Frágil Rosa; Movimento Gustavo Russo; Movimento Duas Irmãs; Movimento Meninos da Ceasa; Movimento Amaury Pacheco; Movimento Viva Lauande; Movimento Ivo NascimentoE EM DEFESA DA VIDA DIGNA
O povo de Belém vive cada vez mais sobressaltado e atemorizado pela crescente onda de violência que assola nossa Capital. Avolumam-se as estatísticas dos casos, seja de assaltos seguidos de morte, como os que vitimaram o geólogo do Museu Goeldi, Rafael Nascimento Filho, dos professores da UFPA, Eduardo Lauande e Amaury Pacheco, seja do assassinato prematuro e covarde da jovem Nirvana, do microempresário Gustavo Russo por policiais irresponsáveis ou das meninas estupradas e mortas na Pratinha e dos tantos e quantos que tombam diariamente sem dó e sem piedade.
Os facínoras e meliantes agem contando com a impunidade ou, quando presos, com a possibilidade de fuga ou drástica redução da pena. O sistema judicial é lento em punir os delinqüentes, mas extremamente rápido na concessão de benefícios, em particular para os poderosos. Há corrupção em todos os níveis e setores. A população sente-se desprotegida, não sabe a quem recorrer e não confia nas autoridades.
Não suportamos mais a violência! Quantos Lauande, Rafael, Nirvana, Russo, Amaury, Bianca e outros ainda deverão ser sacrificados?!O momento é de reagir por tantos pais, filhos, filhas, mães e amigos que tiveram seu bem mais precioso, a vida, ceifada pela brutalidade, assim como os policiais civis e militares que tombaram no combate ao crime.
Nesse contexto, o Movimento “Paz em Belém” (nascido no Museu Goeldi), unido aos movimentos “Nirvana, Frágil Rosa”, Movimento Viva Lauande, Movimento Gustavo Russo, Movimento das crianças da Pratinha, do caso Milene, do Profº Amaury, dos Jovens mortos nas matas da Ceasa defendem que é imperioso resgatar a noção fundamental de que todo e qualquer ser humano tem direito a viver de maneira digna e em segurança.
É fundamental o resgate da consciência da dignidade da vida. Não podemos esperar a solução do problema da violência pelo mero combate direto à criminalidade. É preciso atingir suas causas mais profundas, e essas residem na própria organização social. Entendemos que a solução para a violência também passa pela qualificação e melhor remuneração das forças policiais (civis e militares), bem como pela exoneração de maus funcionários que usam o aparelho policial e o sistema judiciário muitas vezes a serviço da criminalidade e da impunidade.
Queremos mais agilidade do judiciário e que a justiça seja distribuída com isonomia para todos os casos e que culpados sejam julgados e exemplarmente punidos. Os movimentos clamam por ampla reflexão e posicionamento do Estado e dos nossos governantes com relação à crescente violência contra a dignidade e a vida humanas.
II Carreata pela Paz, 25 de novembro de 2007.
Movimento Paz Em Belém; Museu Emílio Goeldi; Mocdepi; Acbel; Ascompa; Caic; Igreja Anglicana; Igreja Presbiteriana Unida; Movimento Nirvana Frágil Rosa; Movimento Gustavo Russo; Movimento Duas Irmãs; Movimento Meninos da Ceasa; Movimento Amaury Pacheco; Movimento Viva Lauande; Movimento Ivo Nascimento
Nirvana Vive
Por ocasião do dia internacional da não-violência contra a mulher, a ser celebrado no próximo domingo (25/11), o MOVIMENTO "...NIRVANA, FRÁGIL ROSA", grupo de amigos e familiares de Nirvana Evangelista da Cruz, jovem brutalmente assassinada no dia 05/07/2007 com três tiros disparados pelo ex-namorado, estará realizando a "II CARREATA PELA PAZ" uma grande manifestação pública pela cultura da paz e a não-violência. Somam-se a iniciativa a ACBEL, o Movimento Paz em Belém, MOCDEPI, ASCOMPA, CAIC, Igreja Anglicana, Igreja Presbiteriana Unida, Movimento Gustavo Russo, Movimento Duas Irmãs, Movimento Meninos da Ceasa, Movimento Profº. Amaury Pacheco, Movimento Ivo Nascimento, alem do nosso MOVIMENTO LAUANDE VIVE!.
A concentração será na 25 de setembro nº2119, entre Rua Enéas Pinheiro e Tv. Pirajá (atrás do Bosque Rodrigues Alves) a partir das 08:30h, com saída prevista para às 09h.
Maiores informações: 81731268 (Flávio Lauande); 88260119 (Augusto Cruz) e 81568778 (Celina Cruz)
16 de novembro de 2007
Nem tudo o que reluz é jerimun
O Livro do Lauande, "Nem tudo que reluz é jerimun" vai ser lançado no dia 07 de dezembro em local a ser confirmado. Provavelmente no COPA. O livro vai custar 10 pratas e pode ser adquirido no evento. Em breve, daremos mais detalhes...
31 de outubro de 2007
Lembro-me que há alguns anos, na lista democracia - criada pelo Alencar e Lauande – em mais uma de suas travessuras e meninices, Lauande fez mistério sobre a verdadeira data de seu próprio aniversário. Isto era bem do estilo peralta que ele tinha.
Como tudo na lista democracia virava polêmica, com essa travessura dele não foi diferente, foram inúmeras as especulações sobre a data certa do aniversário e a idade dele.
Até que, se não me falha a memória, veio a Carla Lins, objetiva como sempre, revelou a data real do aniversário desse menino.
Pronto! Foram tantas as felicitações, os elogios, os comentários emocionados e outros bem humorados sobre a pessoa ímpar que Lauande era, que o tema dominou e circulou pela lista Democracia durante vários dias.
Ele ficou quieto, mas sabíamos que estava acompanhando os comentários e felicitações lá de Mocajuba. Até que, encabulado, coisa que não lhe era muito peculiar, Lauande agradeceu a todos e postou um novo tema. Irreverente, polêmico e inusitado, como sempre fazia. Tudo para mudar o rumo da prosa, uma vez que foram inúmeras as felicitações das dezenas de amigos, deixando-o realmente sem jeito, mas, feliz também.
Estranho é que Lauande não esteja mais em Mocajuba, para nos responder e surpreender com alguma de suas "lauandices" (como disse Peter uma vez).
Éh confesso: _ Nesses dias senti ainda mais saudades dele! Por demais (...).
Tão bom seria se ele - mesmo quieto e encabulado - estivesse aqui entre nós, só para ler e ver o quanto nós o amávamos, ou melhor dito: _ O quanto nós sempre o amaremos por tudo que ele foi e sempre será para cada um e para todos.
Meu Doce amigo Lauande, onde estiver, receba mais uma vez meus bons afetos, pela passagem do seu 'novo' aniversário e por tudo que você nos proporcionou de alegria, descontração, reflexão, inteligência, bom humor e amorosidade.
Dessa sua sempre amiga (e fã - como você costumava me dizer),
Nely
Postado por Nely Miranda
26 de outubro de 2007
Comemorando o aniversário do Lauande
Não vai ter noitada na Locomotiva.
Mas vai ter muita coisa boa.
Este ano as águas vão rolar em Mocajuba.
Vai ser como Lauande gosta.
Muitos amigos e muitas amigas - que com ele venceram a tristeza e a dor - constróem, com alegria e dedicação, um mundo melhor, do jeito que Lauande gosta.
Vai ter uma viagem, que vai ser... bem, vai ser uma viagem!
O destino geográfico é Mocajuba, mas o destino espiritual é bem outro, vocês sabem.
O espírito de Lauande contempla o movimento desses amigos e dessas amigas, que vão plantar mudas e mudas de mogno, que vão celebrar sua presença, sempre alegre. Vão lançar um livro, que não chega a ser uma obra póstuma porque tudo que tem lá já foi publicado em vida aqui mesmo, na Internet, do jeito que ele gosta.
A Câmara Municipal de Mocajuba vai fazer sua parte, dando-lhe a cidadania, por todos os séculos dos séculos. Afinal, depois dele Mocajuba nunca mais foi a mesma.
Como ficou claro desde o primeiro dia, Lauande venceu a morte e a dor que ela costuma trazer. Com ele não tem dessa.
Por isso não será nem um pouco despropositado se lá pelas tantas esses amigos e essas amigas resolverem cantar o parabéns para você, Lauande. E muito menos desejar-lhe muitas felicidades e muitos anos de vida.
Parabéns, Lauande.
POSTADO POR JOSÉ DE ALENCAR
24 de outubro de 2007
Mocajuba revive Lauande
No sábado, 27, haverá ato público de plantio de um bosque com seu nome, e também será lançado o livro intitulado "Nem tudo o que reluz é jerimun", uma coletânea de contos antigos e atuais de autoria de Lauande organizada pela Professora Denise Torres. No mesmo dia haverá distribuição de roupas e agasalhos na comunidade remanescente de quilombolas do Tambaí-açu
Também está prevista a apresentação do vídeo "Mamazônia", que conta a saga de colonos no processo de ocupação da Amazônia da década de 1970.
Está confirmada a saída de um ônibus na sexta-feira às 13h de São Brás com retorno no domingo saindo de Mocajuba às 15h. Mais informações podem ser obtidas pelos fones: 8181-5839 (Raphael); 8133-6900 (Edson Jr) e 8173-1268 (Flávio)
Viva Lauande! Lauande Vive!
15 de outubro de 2007
Bom dia Professor !
Coloquei em meu blog hoje, Dia do Professor, este texto do amigo Lauande. Cris Moreno.Vencer matéria hoje? Acho difícil. Eles não vão deixar. Hoje vai cair a ficha. Você é um professor. Eles vão te dizer isso – hoje, 15 de outubro. Recreio direto! Parabéns!
O recreio é o melhor momento da escola
Sou professor. Eu tenho orgulho da minha profissão. Não caio nessa de dizer que é sacerdócio. Eu faço tudo por prazer, mesmo na adversidade salarial e profissional. Em todos os anos como docente, eu nunca gostei de palavras como disciplina, prova, chamada de presença e reprovação. Isso não é educação: é coerção. E coerção não educa porque é constrangimento. Eu sempre digo que o aluno não tem que ser disciplinado e muito menos tem que provar nada. Ele tem que ir quando quer e apenas criar. Por isso nunca fiz prova pra aluno e o que eu peço é que ele crie. Isso que é o grandioso e barato de lecionar. Nunca fiz chamada de presença também porque eu penso que isso é horripilante para um professor saber que aquele aluno só vai pra aula por conta da chamada. O aluno tem que ir por deleite. Também nunca reprovei nenhum aluno porque a missão do professor não é reprovar é significar o pensamento de forma conjunta. Professor não tem o dom da verdade e tem que apostar na criação do aluno. Com esse meu pensamento, eu penso que recuperar o prazer, perceber nosso direito ao prazer é sair desse abismo de alienação, de pessimismo em que a maioria dos escolas atuais se encontra. Para sair dele, é preciso lutar, é preciso ter alma, em seu sentido etimológico, “alma, anima-animar” como bem queria Drummond. Fazer vibrar a alma para sentir prazer, no qual moram sonhos e desejos. Resgatar a alegria das profundezas onde está escondida pela educação retrógrada e tradicional. Utopia? Pode ser para algumas pessoas que não acreditam na educação e no prazer. Porque a educação é vista por mim, em seu sentido etimológico de “liderar para fora”: e - duco, “conduzir para um determinado fim da criação do aluno e não do professor”. Ou seja, todas as potencialidades do aluno, mediando suas atividades, apostando em sua criatividade, imaginação e inteligência e na criação e recriação de tais atividades, tanto pelo professor como pelo aluno. E nada de chamada de presença, provas e, muito menos, reprovação. Como? Concedendo a nós e ao aluno o direito à alegria, ao prazer, aos sonhos, aos desejos, por meio do componente lúdico existente na linguagem e na cultura, sustentáculos para uma efetiva interação e participação cultural, criativa e transformadora. Isso pode ser na matemática, na física, na biologia, na filosofia, etc...enfim em todos os conteúdos. Isso tudo, afinal, não é o saber-sabor? É a nossa capacidade de imaginar (pensar!) um canal precioso na produção desses sentidos, que organiza a nossa visão do mundo e dá a ela o conteúdo, forma, emoção e prazer. E essa visão de mundo só faz sentido quando mantemos com a escola uma relação sensível, crítica, criadora, afetiva, prazerosa e feliz. Ah!, pra terminar, recentemente a UNICAMP fez um estudo sobre os alunos que ficavam lá na última fila da sala. E não é que depois de anos de estudos dessa universidade paulista, conclui-se que eram eles, ditos bagunceiros, que hoje, já adultos, são os mais criativos em suas áreas de atuação. O óbvio ululante! Por isso que o recreio hoje é o melhor momento da escola porque lá o aluno cria e tem prazer.
Postado por Eduardo André Risuenho Lauande
10 de outubro de 2007
ACBEL na luta contra a violência
GRITO POR JUSTIÇA E PAZ
Grupo formado por pessoas ligadas a vítimas de violência protestaram em frente À OAB
Familiares e amigos de vítimas de violência foram ontem à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção Pará, solicitar apoio na luta por justiça e punição aos criminosos. O grupo foi recebido pela presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Mary Cohen, que ouviu relatos de todos os casos e disse que a entidade vai estudar a melhor forma possível de ajudar nessa luta contra a impunidade e pela paz.
Flávio Lauande, de 38 anos, irmão do sociólogo Eduardo André Risuenho Lauande, de 41 anos, morto por assaltantes, este ano, próximo à sua residência, no conjunto Mendara, é um dos articuladores do movimento. De acordo com ele, muitos familiares e amigos de vítimas da violência criaram grupos para lutar por justiça e por paz. Mas, agora, a proposta é unificar a luta, que é de todos, e também pressionar as autoridades governamentais para que melhore a segurança pública no estado.
Durante a reunião havia representantes de, pelo menos, três grupos: 'Lauande Vive', 'Movimento Nirvana' e 'Paz em Belém'. Rosana Oliveira Nascimento, de 44 anos, perdeu o marido, o geólogo do Museu Paraense Emílio Goeldi, Rafael Nascimento Filho, de 44 anos, também durante um assalto, e acredita que a união de todos os grupos e da sociedade possibilitará melhores resultados. De acordo com ela, apenas o adolescente que participou do crime contra seu marido foi apanhado pela polícia. Os outros dois criminosos, ambos adultos, ainda estão foragidos. Ela integra o movimento 'Paz em Belém'.
A idéia de unificar o movimento de familiares e amigos de vítimas da violência partiu da organização não governamental 'Ação Comunitária de Belém' (Acebel), que já existe há cinco anos e luta por melhorias no transporte e na saúde. 'Agora, queremos também abraçar a causa por melhorias na segurança', disse Flávio Lauande, que é presidente da Ong.
O vice-presidente da Acebel, reverendo Fernando Ponçadilha, da igreja anglicana, destacou que a sociedade como um todo precisa se mobilizar na luta pela paz. 'As pessoas que estão morrendo estão pagando uma conta que é social e que, portanto, é de todos nós', disse o reverendo.
A coordenadora regional do Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade (MMCC), Eliana Fonseca, disse que há 15 anos a entidade atua acompanhando diversos casos de vítimas da violência e que essa é uma luta árdua. 'Atendemos casos que envolvem policiais militares e civis também e o que percebemos é que há uma luta muito grande para que eles sejam punidos e presos. Só que a maioria não cumpre toda a pena', destacou.
Segundo Eliana, a entidade monitora os casos desde a instauração do inquérito policial até o cumprimento da pena, após o julgamento e condenação no tribunal do júri. 'O maior elo da impunidade é a própria legislação brasileira porque ela permite que os presos não cumpram toda a pena', enfatizou a coordenadora do MMCC.
Mary Cohen destacou que a OAB se aliará à luta do grupo formado por familiares e amigos das vítimas de violência. 'Vamos ouvir caso a caso e estudar as melhores formas de nos associar a essa luta, que nada mais é que uma luta por paz', destacou Mary Cohen, acrescentando que a entidade atua em muitos casos como assistente de acusação e também trabalha cobrando justiça.
postado por Edson Junior
8 de outubro de 2007
Desabafo cidadão
Venho por meio deste expressar minha mais profunda indignação e repúdio pelo espancamento físico que eu Claudia Carneiro Kahwage, antropóloga e meu namorado André Miranda, sociólogo, sofremos numa área do Aeroporto Internacional de Belém, relatar os fatos horríveis que aconteceram conosco e pedir urgência para que providências punitivas sejam tomadas contra a Cooperativa de Táxi que presta serviço neste Aeroporto. Vários taxistas desta cooperativa agiram de maneira territorialista (sem os devidos direitos), criminosa, covarde, caluniosa contra minha pessoa e a pessoa de meu namorado. Sendo estes profissionais completamente desqualificados e completamente incapazes de continuarem prestar serviço neste aeroporto.Os fatos violentos com grupos de taxistas na cidade de Belém são cada vez mais frequentes e estes profissionais não possuem a minima qualificação para atuar no ambito de relações públicas. São uma categoria que cada vez mais se organiza e agrega individuos que não conseguem se estabelecer no mercado de trabalho, pois não possuem qualificações apropriadas, formam grupos coorporativos e armados e imprimem seu poder comentendo delitos contra outros cidadães usuários de seus serviços. A omissão das instituições de direitos contra o poder instituido informalmente por este grupo nos espaços públicos è grande e dá margem a vários epsódios de impunidade que servem somente para afirmar o poder criminoso dessa classe de profissionais. Eu, desta forma gostaria que a comissão de direitos humanos da Assembléia Legislativa se posicionasse contra a ação inescrupulosa desses profissionais e pudessem punir os agressores, assim como iniciasse uma discussão sobre a violencia junto aosdiversos e númerosos tipos de organização de taxistas que existem espalhadas em toda a cidade de Belém. Gostaria que os cidadões solidários pudesses entrar no site do aeroporto de Belem http://www.aeroportobelem.com/ e se possicionassem a favor de medidas punitivas contra a cooperativa de taxistas, mas também a favor da um sistema de segurança melhorado neste espaço público, assim como medidas que possam qualificar melhor estes profissionais a ter um contato civilizado com os clientes do aeroporto e clientes em geral. O poder desta classe tem que ser ameaçado por nós cidadães e usuários.
Por favor leiam o meu relato!
No dia 29 de setembro de 2007 eu, Mauro Farias, e Deylane Bahia, nos dirigimos aproximadamente uma hora de madrugada ao aeroporto Internacional de Belém para podermos recepcionar e buscar os integrantes da Banda musical Zueira de Fumanchú, André Miranda, João Gonçalves, Rodrigo Barros que estavam chegando de Curitiba no vôo anunciado na passagem para chegar em Belém zero hora do dia 29. Mauro Farias estava dirigindo o carro de propriedade de meu pai e achamos que não seria necessário entrar no estacionamento pago do aeroporto, pois estávamos já passando da hora marcada, desta forma procuramos um local para estacionar o carro onde não houvesse a sinalização proibitiva. Achamos então este local na frente do estacionamento pago. O local não estava sinalizado e nele não costa alguma identificação de que houvesse um escritório de uma Cooperativa de Táxi por lá, como podemos provar nas filmagens realizadas no dia do incidente. O vôo da Gol com escala em Brasília acabouatrasando e esperamos mais alguns quartos de hora para que com alegria pudéssemos receber os integrantes da banda musical, universitários, ex-universitários da UFPA Zueira de Fumanchú que haviam ido defender com sucesso a música paraense no 1° Festival Internacional da Canção Sul Americana na Cidade de Curitiba. Logo, nos dirigimos todos para o local que tínhamos estacionado o carro e fomos abordados por um senhor fardado com o uniforme da cooperativa (COOPIML) de nome Raimundo Silva Souza que nos informou muito grosseiramente que o carro havia sido multado, pois estava em área da organização dos taxistas. Meu namorado André Miranda então informou para tal senhor que este era um problema que de maneira nenhuma dizia respeito a ele, já que ele não era autoridade competente para multar e sim o guarda de trânsito, e que se fôramos realmente multados, haveríamos de pagar a quantia estipulada, já que supostamente tínhamos cometido uma infração desconhecida até então por nós enão notificada em nenhum documento deixado no carro. Logo, este senhor revoltado pela resposta ameaçou então na minha presença de furar os quatro pneus do carro de meu pai e eu no mesmo momento me dirigi a sua pessoa para questioná-lo, sem agredi-lo fisicamente, de que ele não tinha direito algum de fazer tal ato de vandalismo. Este senhor então covardemente me empurrou muito brutalmente no chão, eu levantei em sua direção e fui mais uma vez agredida por ele com tapas na cabeça e na cara e ainda fui jogada mais uma vez no chão. Logo surgiram mais taxistas devidamente identificados pela farda da cooperativa que ainda proferiram chutes contra meu corpo que estava no chão. Mauro Farias e João Gonçalves tentaram os afastar de mim, pois também eu estava nervosa e gritando com eles, mas não tinha condições físicas de me defender. Meu namorado então para me defender e possibilitar que eles parassem de me espancar partiu em direção à eles nervoso, já que se tratava de uma agressãofísica forte à uma mulher. Vários outros taxistas cooperados, de repente apareceram, e, no momento que fui correndo atrás de socorro no saguão do aeroporto a procura dos seguranças que não me atenderam imediatamente e nem foram defender meu namorado, ele foi espancado brutalmente por mais de 20 taxistas devidamente identificados pela farda da cooperativa, com grossos canos de metais, aos olhos de vários passageiros e acompanhantes, lhes deixando muitas lesões devidamente apuradas no exame de corpo e delito já realizado por mim e por ele no Instituto Médico Legal de Belém. Eu quando soube do espancamento de meu namorado fui imediatamente correndo para a direção do escritório da cooperativa e gritando acusei os taxistas de covardes, estes mais uma vez me agrediram, um senhor obeso de cabelos grisalhos me puxou violentamente pelos cabelos e me jogou no chão até eu sair de uma sala onde acusava sem violência física o senhor Raimundo Silva de covarde.Ameaçaram à Deylane Bahia quebrar o carro, mas esta ficou em seu interior ainda que amedrontada. Os taxistas deram então um jeito de esvaziar um dos pneus do carro, como registrado em filmagens, para que não nos deslocássemos imediatamente para delegacia mais próxima e fizéssemos primeiramente o boletim de ocorrência nós próprios. Agiram ainda neste momento friamente e de má fé se dirigindo a delegacia do bairro da Sacramenta, onde foi relatado pela senhora Rita ambulante do aeroporto devidamente identificada, que uma das cooperadas tem um parente escrivão, e registraram um boletim de ocorrência absolutamente calunioso e inverídico contra minha pessoa e pessoa de meu namorado.Conforme a orientação veemente e não apropriada do encarregado do escritório da INFRAERO senhor Augusto, aguardamos muito tempo a chegada da polícia militar para podermos nos dirigir a delegacia mais próxima, onde os taxistas já haviam batido o boletim de ocorrência. Meu namorado foi anteriormente atendido precariamente pela ambulância do 192, no aeroporto não existia médicos de prontidão, e este estava com hemorragia na boca e em estado de quase desmaio. Em nenhum momento a segurança do aeroporto se viu presente em nossa defesa, não havia policiamento algum na área e tivemos que aguardar mais de meia hora a polícia chegar para podemos nos deslocar à delegacia, onde fomos informados da impossibilidade de fazermos o BO, já que os taxistas já haviam feito. Os policiais nos deixaram sozinhos, sem transporte na delegacia e ainda os taxistas estavam na frente desta nos ameaçando, quando nos fui sugerido com sarcasmo pelo escrivão que nos deu somente os documento necessáriospara nos dirigirmos a IML, que pegássemos um táxi, já que a delegacia não dispunha de viatura, no entanto os taxistas que estavam á frente da delegacia eram os mesmo que tiveram feito o BO contra minha pessoa e senti que realmente estávamos correndo perigo de vida. Depois de um tempo retornamos ao aeroporto com ajuda de um taxista não cooperado.Vale notar que em várias áreas do aeroporto devidamente registradas em vídeo por minha pessoa, existe sinais de proibido estacionar e proibido estacionar e parar e vários carros estavam estacionados a muito tempo, com o consentimento dos guardas que estavam trabalhando no local. Os guardas de transito também presenciaram sem nenhuma reação o espancamento de meu namorado! Ora fomos procurar para estacionar o carro um lugar que não fosse oneroso e trabalhoso para nós e nem estivesse em descumprimento com as normas de trânsito e ressalto mais uma vez, inclusive com as imagens gravadas no local que vários veículos estavam estacionados em lugares proibidos sem nenhuma advertência das autoridades no assunto. Eu realmente acho absolutamente absurdo que os taxistas tenham sentimentos territorialista de um espaço que é a priori público e que se sintam no direto de fazer alguma advertência, quanto mais advertência grosseira e ameaçadora nas áreas que proclamam sem direitos como suas: um espaço de administração da INFRAERO. Os taxistas cooperados tiveram indignamente comportamentos violentos contra nós clientes e usuários que somos do aeroporto. Nos caluniaram, nos espancaram e nos agrediram fisicamente e moralmente. Se comportaram como bandidos de uma gang organizada e armada, apta a provocar o assassinato de meu namorado se várias outros clientes não tivesses impedido o fato. Vale ressaltar também que tivemos apoio solidário de vários passageiros e acompanhantes que se dispuseram seus nomes e seus telefones para futuros depoimentos em nosso favor, pois também se sentiram tocados pelo espancamento que vários taxistas proferiram contra meu namorado André Miranda.Fiquei já 24 horas sem dormir, moralmente, fisicamente e psicologicamente abalada e quero providencias reais que rompa o contrato com esta cooperativa que possui muito de seus funcionários nada profissionais e nada qualificados para ter qualquer tipo de relação pública, quanto mais prestarem serviços num aeroporto internacional. Eu estou realmente sem confiança alguma nas instituições, fui mal tratada na delegacia, me negaram o direito de fazer um boletim de ocorrencia com minha versão mesmo eu insistindo para fazê-lo. Na delegacia da mulher ocorreu o mesmo problema. a delegada alegou que o escrivão da Sacramenta fez o procedimento correto, no entanto a advogada do SDDH informa que eu tinha direito de ter feito meu próprio boletim de ocorrencia, pois da forma que foi realizado os procedimento eu vou ter ainda que me defender das acusações caluniosas de meus agressores fisicos. Eu gostaria que a administração deste aeroporto que providencie o afastamento definitivo e medidas jurídicas contra esta cooperativa, pois os clientes das companhias estão correndo perigo de vida ao terem serviços prestados por estes indivíduos desqualificados profissionalmente, violentos e covardes, no sentido que espancaram conjuntamente uma cliente mulher e em grupo de mais de 20 taxistas um cliente homem sem armas, na presença de várias testemunhas, inclusive os ditos seguranças deste aeroporto. Quero também ressaltar que a segurança pública e privada neste local de grande trânsito de pessoas é bastante precária e absurda, pois fatos como este puderam acontecer em um local de grande movimento de pessoas e ainda ressaltar que esta administração deste aeroporto deveria ter mais controle e exigir melhor qualificação dos profissionais que prestam serviço para esta instituição. Devo também informar que já fiz a denúncia para a Agencia de Aviação Civil, para Ouvidoria geralda Infraero e outros órgãos competentes. Eu agradeço atenção e espero que haja alguma mobilização, mesmo que por internet!
Claudia Kahwage Telefone 91 32768902/ 91 91883531claudiakahwage@yahoo.com
Manifesto do "MOVIMENTO PAZ EM BELÉM"
O povo paraense vive mais e mais sobressaltado e atemorizado pela crescente onda de violência que assola o estado. Os seqüestro-relâmpagos, sempre abomináveis, até então restrito às grandes capitais do sul e sudeste, já ocorrem de forma aleatória. Avolumam-se as estatísticas dos casos de assaltos seguidos de morte, como os que recentemente vitimaram o geólogo e pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi, Rafael Nascimento Filho, e o sociólogo da Universidade Federal do Pará, Eduardo Lauande, ex-bolsista do Museu Goeldi. Os criminosos nada temem ao tirar a vida de um cidadão honesto e trabalhador, que se desloca rotineiramente do seu trabalho para o reencontro de sua família depois de um longo dia de labor. A divulgação sensacionalista da imprensa não estaria nos tornando anestesiados pelo bombardeio de informações de crimes que nos parece rotina? A impunidade estampada nos indigna e nos deixa impotentes para agir? Estamos nos tornando insensíveis à comoção dos familiares que perderam seus entes queridos, e que se tornou comum? Devemos lutar contra a violência e insegurança ou nos conformar com a situação e simplesmente nos aprisionarmos literalmente em nossas casas, reféns do medo?Estamos sitiados. A cada dia a sociedade está mais temerosa com a ação dos bandidos. O ser humano não tem valor nenhum enquanto pessoa. Para a criminalidade, seu valor é meramente aquilo que ela pode extorquir. Quem vive a margem da lei não teme as autoridades policiais e matar tornou-se banal.Apesar da incapacidade em decorrência da infra-estrutura precária, forças policiais tentam coibir a violência, esclarecer os crimes cometidos e prender os criminosos, mesmo com uma demora que aflige aos familiares e aos cidadãos de bem. Os facínoras e meliantes agem contando com a impunidade ou, quando presos, com a possibilidade de fuga ou drástica redução da pena. Recentemente os bandidos passaram a agir sempre com um delinqüente de menor idade para assumir os latrocínios. O sistema judicial é lento em punir os delinqüentes, mas extremamente rápido na concessão de benefícios, em particular para os poderosos. Há corrupção em todos os níveis e setores. A população sente-se desprotegida, não sabe a quem recorrer e não confia nas autoridades. O momento é de reagir por tantos pais, filhos, filhas, mães e amigos que tiveram seu bem mais precioso, a vida, ceifada pela brutalidade. Não podemos deixar de mencionar os policiais civis e militares que tombaram no combate ao crime. Levantemos a voz para mostrar nossa indignação com o caos instalado no Pará e na outrora “Metrópole da Amazônia”. Não suportamos mais a violência! Quantos Lauandes, Rafaeis, ainda deverão ser sacrificados?!Quais são as causas desse quadro assustador? Muitas. Apesar das louváveis exceções, a notória incapacidade dos órgãos policiais e judiciais em coibir e punir de maneira eficiente e exemplar a criminalidade certamente é uma das causas, mas nem de longe a única. Infelizmente estabeleceu-se na sociedade um clima generalizado de aceitação do consumo e tráfico de drogas, da pobreza, da desagregação dos valores familiares, do desemprego crescente e da distribuição de renda extremamente injusta que há no país. Nesse contexto, o Movimento “Paz em Belém”, nascido de uma iniciativa dos funcionários do Museu Paraense Emílio Goeldi, logo após o assassinato do geólogo Rafael Nascimento Filho, levanta sua voz diante da crescente violência contra a dignidade e a vida humanas. Estamos convictos de que é imperioso resgatar a noção fundamental de que todo e qualquer ser humano tem direito a viver de maneira digna e em segurança.É fundamental o resgate da consciência da dignidade da vida. Não podemos esperar a solução do problema da violência pelo mero combate direto à criminalidade. É preciso atingir suas causas mais profundas, e essas residem na própria organização social. Sobretudo, é preciso reconhecer que a violência em si gera cada vez mais violência. Todo e qualquer ser humano precisa ser reconhecido, respeitado e protegido em sua dignidade e seu direito à vida. Princípio que vale para a população que se sente ameaçada e exposta aos perigos da violência na rua, no trabalho e no seu seio familiar. Mas vale também para os próprios criminosos que devem ser coibidos em seus intentos e punidos exemplarmente em seus crimes, objetivando sua reabilitação social.Mencionamos como indispensável a construção da paz e da justiça social, através de mecanismos políticos e legais que garantam o atendimento das necessidades básicas de toda a população, quais sejam, a educação, a saúde, a nutrição, a moradia, a segurança, entre outras. Acima de tudo deve ser fomentado um processo permanente de educação para a paz, a justiça e a solidariedade. O caminho passa pelo incentivo a todos os agentes educativos, a começar pela família, seguindo-se o sistema educacional, mas também as organizações da sociedade civil, para se inserirem decididamente em programas, iniciativas e esforços de construção de uma mentalidade e cultura de paz.Para fechar o ciclo o Estado precisa combater a criminalidade de maneira correta e eficaz. Isto se dá pela agilidade dos processos legais, policiais e judiciais, Entendemos que a solução para a violência também passa pela qualificação e melhor remuneração das forças policiais (civis e militares), bem como pela exoneração de maus funcionários que usam o aparelho policial e o sistema judiciário muitas vezes a serviço da criminalidade. Sem dúvida nenhuma, é indispensável um sistema judicial mais ágil e, sobretudo, não discriminatório para os pobres e não permeável a privilégios. Outro ponto de reflexão diz respeito aos mecanismos jurídicos e legais que deixam brechas para que os meliantes possam usar jovens infratores para assumirem culpas por homicídios, como recentemente aconteceu no assassinato do colega Rafael Nascimento Filho.A impunidade que grassa no país precisa ter um fim. Com punições eficientes e exemplares. A motivação nunca deve ser o desejo de retribuição e vingança, mas sempre o empenho pela proteção da sociedade.O Movimento Paz em Belém clama por ampla reflexão e posicionamento do Estado e dos nossos governantes com relação à violência. Contudo, não devemos esperar apenas a ação do Estado. Cada um de nós deve ser um instrumento de transformação e de mudanças. Que possamos mudar este quadro social de violência e de crime, pois como dizia o filósofo Pitágoras: “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”.
Movimento Paz em Belém. Belém, 28 de setembro de 2007
Em nome do Movimento Paz em Belém:
Amílcar Mendes – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia /Museu Goeldi
Maria Emilia Cruz Sales - Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia /Museu Goeldi
Rosana Nascimento – socióloga, viúva de Rafael Nascimento Filho
Joice Bispo Santos – Assessoria de Comunicação Social / Museu Goeldi
26 de setembro de 2007
ACBEL realiza Congresso
Postado por Edson Junior
21 de setembro de 2007
Ìnformes do`Museu`Goeldi
Convida para a
CAMINHADA PELA PAZ
Domingo, 23/09/2007
Concentração a partir das 08:00h
Parque Zoobotânico do MPEG
(em frente ao portão principal)
Venha com camiseta branca!
Mocajuba presta homenagens
Eduardo Mocajubense LauandeBosque "Eduardo Lauande"
20 de setembro de 2007
Manifesto. Minuta. Contribuições.
MOVIMENTO LAUANDE VIVE!
MANIFESTO
Cultivar a paz, combater a violência e resgatar os valores básicos, essenciais e irrenunciáveis da vida em sociedade humana. Essa é a missão do Movimento Lauande Vive!, que nasceu com a morte de Eduardo Lauande, vítima da barbárie e da violência urbana que, cada dia com mais intensidade, fazem regredir o processo civilizatório e cortam o passo do progresso humano na Região Metropolitana de Belém, no Estado do Pará e na República Federativa do Brasil.
O Movimento Lauande Vive!, formado por familiares, amigos, admiradores, simpatizantes e por todas as pessoas que aceitam e compartilham essa mesma missão e valores, tem uma visão de futuro muito clara: fazer desta Região Metropolitana de Belém, deste Estado do Pará e deste país, até 2015, um lugar bom para se viver e ser feliz.
Assim, e para isso, aderem e fazem seus os Objetivos e Metas de Desenvolvimento do Milênio, aprovados pela Organização das Nações Unidas – ONU, afirmando ser esse o primeiro passo a ser dado para cumprir sua missão, prosseguindo a luta de Eduardo Lauande, no delimitado campo da sociedade civil, mas interagindo necessariamente com a sociedade política.
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ESPAÇO PARA ACRÉSCIMO DE CONTRIBUIÇÕES
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Cumprido o período de luto e tristeza, reunidos no dia 28 de setembro de 2007, os participantes do Movimento Lauande Vive!, por este manifesto público, convidam todas as pessoas e organizações para que, irmanados e solidários, contribuam com seus esforços pessoais e institucionais, para bem cumprir essa missão, realizar seus valores e atingir seus objetivos e metas.
Lauande Vive!
Viva Lauande!
Belém – Pará – Amazônia – Brasil, 28 de setembro de 2007.
13 de setembro de 2007
Violência
1-Na condição de sociólogo sempre observei que a violência, que tem um custo social e psicológico conhecido, que produz tristeza e luto e que gera intranqüilidade, tem também um custo econômico terrível para a sociedade. Li na Folha de São Paulo que a Organização Mundial da Saúde fez essa conta.
2-No Brasil, a violência consome 10,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, inacreditáveis R$ 160 bilhões. Apenas com os cuidados de saúde são gastos recursos que chegam a 1,9% do PIB, uma taxa que é das mais altas da América Latina, 10 vezes maior, por exemplo, que a do México.
3-Mesmo que o nível da violência brasileira não chegue aos extremos da Colômbia, onde um quarto da riqueza é despendida nesse item, ainda assim ela é insuportável para um país carente de recursos para investir em atividades que gerem emprego e renda.
4-O estudo da OMS coincide, em maior ou menor grau, com os resultados de uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que, há alguns anos, dimensionava os alarmantes reflexos da violência sobre a sociedade brasileira.
5-A principal causa da morte de homens no Rio de Janeiro não é nem o câncer nem as doenças cardíacas, mas os homicídios. Os assassinatos lideram também a causa de óbitos entre homens de 15 a 44 anos em São Paulo. Essa realidade se reflete sobre a economia brasileira e latino-americana de maneira direta e múltipla.
6-Em primeiro lugar, no caso das mortes, ceifa ou parte importante da força de trabalho quando ela está em pleno vigor. Além disso, ainda segundo os estudos, há o peso de cerca de 30 milhões de roubos ou furtos, a necessidade de investimentos em segurança, a mobilização de recursos humanos e financeiros na estrutura da saúde e a repercussão da violência sobre o sistema previdenciário.
7-Preocupação com o mesmo tema levou o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a identificar problemas como porte de armas, consumo de drogas, corrupção, crime organizado, má educação no trânsito e, claro, concentração da renda como causas evidentes da construção do ambiente que favorecem a eclosão da violência. A persistência de uma sociedade violenta impede que se lancem bases para uma vida civilizada. Arma-se assim um círculo vicioso que precisa ser rompido, sob pena de se condenar o futuro a repetir as dificuldades do presente.
8-Entre os caminhos possíveis, o BID propunha políticas mistas: ao lado de um esforço por mudanças estruturais - capazes de reverter o quadro de ignorância, desigualdade e pobreza -, a adoção de ações diretas e específicas na área de segurança, tendentes a proporcionar condições mínimas para que a sociedade evolua protegida do crime e de seus efeitos e estimulada a progredir.
9-Neste sentido, os estudos da OMS e do BID sugerem algo que os estrategistas brasileiros devem ter presente: que os recursos aplicados na prevenção da violência precisam ser entendidos não como gastos, mas como investimento.
Aquele abraço,
Lauande.Postado por Diego Sarmento
Abraços!
Solidariedade
A barbárie, até quando???
Edson Junior
12 de setembro de 2007
BIN LADEN, O GRANDE ELEITOR
Mestre Hércules Corrêa,
1-Analistas de política internacional estão concluindo, em diferentes partes do planeta, que o líder guerrilheiro Osama bin Laden pode se transformar no grande eleitor, com peso decisivo nas principais democracias do mundo, em particular nos Estados Unidos e Europa, com ações semelhantes às perpetradas em Madri a três dias apenas das eleições gerais na Espanha, em cujo resultado influiu direta e radicalmente.
2-Depois de oito anos de mandato positivo, em que o crescimento da economia espanhola foi surpreendente e vigoroso, o primeiro-ministro José María Aznar preparava-se para garantir a manutenção do Partido Popular (PP) no governo, com a eleição relativamente fácil de seu candidato. Não foi o que se registrou, ensejando a volta ao poder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), cuja grande última figura foi Felipe Gonzáles.
3-As bombas explodiram a estabilidade política da Espanha, além de mostrar à opinião pública que o terrorismo pode influir e muito em inesperadas reviravoltas eleitorais. O objetivo da Al-Qaeda era "castigar" o governo de Aznar, aliado de primeira hora dos Estados Unidos na guerra de demolição do Iraque, e punir o povo espanhol pelo engajamento em torno dos interesses do presidente George Bush. Nem mesmo o bom desempenho da economia e o crescimento da renda e emprego nos últimos oito anos impediram que os eleitores manifestassem maciço repúdio ao envolvimento da Espanha na guerra do Iraque.
4-Essa conclusão sobre a estratégia de Bin Laden nos atentados de Madri é que assombra ainda mais os europeus, pois demonstra que o líder guerrilheiro islamítico refugiado nas montanhas do Afeganistão está em condições de operar mudanças significativas em cenários eleitorais nas principais democracias européias ou mesmo nos Estados Unidos. Como a eleição presidencial americana se aproxima e ocorre em data pouco depois do 11 de setembro, um novo atentado contra os Estados Unidos pode, sim, a exemplo do que ocorreu na Espanha, influir no resultado das urnas. E tirar George Bush da Casa Branca, obviamente, é o objetivo número um de Osama bin Laden.
5-O perigo do terror da Al-Qaeda, portanto, adquiriu ainda maior envergadura e dimensões. Agora alcança o comportamento dos eleitores em qualquer democracia do planeta, além de contribuir para gerar enorme intranqüilidade e insegurança em milhões de pessoas em todo o mundo. O grande eleitor, que se personifica em Bin Laden e seus tentáculos de terror e medo, lembram o Grande Irmão de George Orwell, que tudo vê e tudo ouve, invadindo a privacidade e a mente de todos os cidadãos.
6-Os atentados de Nova York em 11 de setembro de 2001 chocaram o mundo e de certa maneira introduziram o terror como a mais terrível arma do século 21. Mas a explosão de bombas em Madri, exatos dois anos e meio depois, está revelando um cenário ainda mais dantesco, na medida em que pode determinar mudanças dramáticas na democracia, o regime político desenvolvido pelo homem desde a Grécia clássica, há 2.500 anos. O confronto entre Ocidente e Oriente e as guerras religiosas - indicam os fatos - estão começando. E suas primeiras manifestações são mais do que inquietantes.
7-E triste para democracia.
Aquele abraço,
Lauande.
9 de setembro de 2007
Lauande e a presunção de inocência
Reproduzo texto escrito em 05/12/2006 pelo Lauande. Vale a pena relê-lo.
Edson Junior
Caros amigos,
Stanislaw Ponte Preta, o sábio Sérgio Porto, escreveu o FEBEAPA: FESTIVAL DE BESTEIRA QUE ASSOLA O PAÍS. Isso foi nos anos 60 e eu fui lê-lo nos anos 70. E uma coisa que me marcou, entre tantas na obra desse genial jazzista e cronista, foi que entre os temas que assolava o país com um amontoado de besteira era sobre a televisão. Stanislaw Ponte Preta dizia que tínhamos “todo santo dia as excrescências televisivas”.
Como vivíamos no período moralista da “Redentora” (apelido que Stanislaw Ponte Preta deu pra ditadura militar de 1964) era difícil chamar a palavra merda. Porém, essa merda continua todo santo dia televisivo. E o que é pior: com uma dosagem de barbárie. Barbárie mesmo!
Vejam esse exemplo.
Faz cerca de três semanas que tive o desprazer de ver um programa do Luiz Datena da TV Bandeirante. Eu estava numa ante-sala de um consultório médico e foi fatal: com a televisão ligada tive “obrigação” de vê-lo. Lá pelas tantas, vem um link da rua e o repórter diz ao Datena que um suspeito de um assalto de um supermercado estava sendo preso. Logo em seguida aparece o cidadão na imagem todo algemado. Aí o repórter disse: “Datena, esse é o bandido!”. No estúdio, Datena, todo raivoso, sentenciou: “Mostra a cara direito dele porque esse bandido tem de formar na cadeia”. Em seguida, o repórter entrevistou o delegado que disse algo bárbaro tanto quanto ao repórter e ao Datena: “o meliante vai ser preso imediatamente para averiguação de sua ficha e ser o for comprovado sua culpa, ele vai realmente mofar na cadeia”.
Agora vejam que interessante: nem o repórter, nem o Datena e muito menos o delegado conheciam o suspeito, mas de uma hora pra outra, ele virou bandido, ou seja, na delegacia e no estúdio da TV Bandeirante, ele foi julgado e sentenciado como bandido e sua pena era mofar na cadeia.
Definitivamente é a barbárie da excrescência televisiva. Porque o repórter, o Datena e o delegado sequer observaram que o princípio da presunção de inocência vem contido no Artigo 5º da Constituição Federal do Brasil. Porque também nessa mise-en-sène da excrescência televisiva, o Estado Democrático de Direito, do qual o Brasil é signatário, tem na presunção de inocência um de seus princípios, onde qualquer cidadão não poderá entrar no rol dos culpados pelo cometimento de ato ilícito se não for provado, pelo órgão ou ente apurante, que ele cometeu qualquer ilícito ou falta disciplinar.
Acontece que na ânsia de fazer Ibope, o Datena criou as chamadas “provas diabólicas”, que são ditas de maneira irregular e não são admitidas judicialmente, pois o acusado no processo não tem que provar que é inocente de qualquer acusação a ele imputada. Quem tem o dever e a obrigação de provar a culpa é o Poder Público.
Só que o Datena não fica sozinho nessa barbárie da excrescência televisiva. No mês passado, o senador Jefferson Peres tentou barrar o horrífico Datena. Na ânsia ser mais lacerdista que a direitosa Heloisa Helena, o parlamentar amazonense foi entrevistado pela TV Senado sobre a sua relatoria no processo do Conselho de Ética na acusação contra o senador Ney Suassuna de ter participado da máfia das sanguessugas. Na entrevista, o senador Peres disse essa pérola lacerdista: “Não tenho provas contra ele, mas vou acusá-lo porque uma ex-funcionária assinou em seu nome um pedido de liberação de recursos”.
Essa frase desse senador lacerdista é um acinte contra democracia porque não há provas da participação do parlamentar paraibano no esquema de compra superfaturada de ambulâncias e ainda mais ninguém pode ser condenado porque não previu que pessoas de sua confiança o traíram.
Tanto o Datena quanto o senador Peres fazem parte de um escarcéu midiático justiceiro que acredita que condena as pessoas tudo no “a priori” e que todos são bandidos e os ditos bandidos, pasmem, têm que provar suas inocências.
No âmago dessas posturas lacerdistas, eu observo que a criminalidade, crescente vem dando azo à manifestação de setores da sociedade que, cada vez com mais freqüência, pedem o recrudescimento do sistema punitivo estatal. Já se nota um aumento dos que defendem penas severas, como a da lei hedionda (crimes hediondos), de morte, e até de banimento, ou seja, a que transforma cidadãos em seres apátridas (bem dizia Sobral Pinto).
Eu tenho visto também que impulsionados pela mareta de terror causada pela delinqüência, magistrados vêm fazendo ecoar tal sentimento, maximizando o aspecto retributivo da pena, fazendo do direito penal panacéia para erradicação da insegurança social.
Digo porque há muito já venho notando o endosso de certos juízes às grandes e “midiáticas” operações policiais, causando certo desassossego aos tribunais quando se vêem na obrigação jurídica de reparar as decisões ilusórias, mistificadoras, e até certo ponto “kamikazes” de seus colegas das instâncias mais singelas.
Recentemente eu vi várias operações da PF que colocam sujeitos de algemas e outros sinais capitaneados pelo “espaço de consenso” - criado pelos adeptos do símbolo como forma de inebriar a sandice lacerdista, para, em tão somente poucos dias, soltá-los sob a alegação de que as razões iniciais de suas prisões não estariam mais presentes.
A conseqüência de tamanha atitude está diretamente voltada na crença da impunidade – primeiro, se cria o abalo da ordem pública com a própria prisão de alguém com status de autoridade, para depois soltá-lo sem mais razão e explicação, criando nos jurisdicionados sentimentos de descrédito no Judiciário que, de início, pensou estar fazendo o correto.
Não sou advogado e muito menos jurista, mas sei, através da sociologia jurídica, que a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito e limitador do poder criminalizador. A ela até os juízes (intérpretes maiores da norma) estão, visceralmente, sujeitos. Portanto, a realidade construída por parte da imprensa gera péssima política de segurança, impondo aos agentes políticos e judiciais discursos cada vez mais próximos daqueles da barbárie.
Sou assim admirador de Bobbio que dizia que o segredo da democracia, seguramente, não está na “maioria circunstancial e, sim, no respeito dos direitos das minorias”. E o querer dessa faceta midiática está sendo construído sob as bases de um fundamentalismo anti-jurídico, sempre à mercê dos interesses autoritários e contra os ideais do direito penal mínimo.
E, deste modo, caso julgado e condenado, aos bandidos deve-se propalar comiseração, recuperação, tratamento, e não ódio.
Ou será um sonho deste comunista?
Aquele abraço,
Lauande.








